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QUANTO VALE O NOSSO IDIOMA? (tópico 1)

21 de agosto de 2013

Estamos acostumados a medir o valor econômico dos objetos a que um idioma dá nome, e não do idioma em si. Se a língua portuguesa estivesse numa prateleira de supermercado, estaria em um empório de luxo ou esquecida a um canto, em promoção num mercadinho?

Por Wilgen Arone, da Alemanha
Ilustração Orlando Pedroso

língua portuguesa

 

 

 

 

 

 

 

 

Um estudo sobre o valor do idioma, solicitado pelo Instituto Camões ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), em Portugal, revela que 17% do PIB do país equivalem a atividades ligadas direta ou indiretamente à língua portuguesa. Apesar de o estudo não visar o Brasil, a pesquisa indica que o fenômeno se repete em coeficientes aplicáveis aos países lusófonos.

O índice da potencialidade do idioma foi apresentado por atividades econômicas, levando em conta a importância relativa da comunicação e da compreensão em campos diferentes. O PIB de um ramo específico foi multiplicado para entender o valor agregado da língua portuguesa na economia, a partir do peso relativo das atividades com maior conteúdo de língua envolvido. Privilegiando, dessa maneira, relações econômicas que exigem uma dada língua e descartando atividades que podem ser executadas por trabalhadores de outra nacionalidade ou competência linguística.

As indústrias culturais têm um conteúdo linguístico muito forte. Portanto, ensino, cultura e telecomunicações seriam celeiros automáticos de atividades em que o idioma é primordial. “Nas telecomunicações, precisamos da língua em 100% para podermos nos comunicar. Além dessas atividades, há outros ramos, como a administração pública e o setor de serviços”, explica José Paulo Esperança, professor de finanças do Instituto Universitário de Lisboa e coordenador do estudo O Valor Econômico da Língua Portuguesa.

Já o setor secundário, como a indústria, por exemplo, atrai maior conteúdo de língua para a economia como um todo. Por último, vêm as atividades do setor primário, em que o peso de um idioma é menor ou só relativo. No Brasil, é o que ocorreria, por exemplo, com a extração de petróleo e de minérios, ou os agronegócios. Apanhar morangos ou fazer algo similar são atividades que podem ser executadas por um imigrante estrangeiro, que não tem conhecimento do idioma.

LEIA, aqui, EM BREVE OS TÓPICOS 2, (3) EMBAIXADOR DA LÍNGUA e (4) APRENDIZADO DO IDIOMA

(Texto reproduzido da Revista da Cultura [edição 64, nov. 2012, págs. 18 e 19], sob expressa autorização da FONTE: Disponível em . Acesso em 02 ago. 2013. Tópicos numerados pela TEXTO FAZ.)

DÚVIDAS SOBRE LÍNGUA PORTUGUESA

21 de junho de 2013

Para resolvê-las, basta ligar – das 8 às 12h e das 14  às 18h, de segunda a sexta-feira – para (41) 3218-2429, e você terá sua dúvida solucionada, na hora, por um consultor especializado do Serviço de Telegramática mantido pela Prefeitura de Curitiba. A solução é adiada em raríssimos casos.

Implantado desde 1985, o Serviço tem larga experiência e constante atualização de seu quadro de consultores, todos professores de língua portuguesa.

Serviço semelhante oferece a Academia Brasileira de Letras em seu site (www.academia.org.br): basta clicar em Nossa Língua e depois em ABL Responde, preenchendo seus dados e dúvida(s) na tabela que aparece no final desse tópico.

ATÉ 2016, VALEM A ANTIGA E A NOVA ORTOGRAFIAS

21 de junho de 2013

A entrada em vigor do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa — aprovado em 1990, promulgado em 2008 e previsto para acontecer em 1.º de janeiro de 2013 — foi adiada para 2016. Assim, a transição de quatro anos da vigência dos dois sistemas ortográficos (o antigo e o novo), antes prevista para terminar 31 de dezembro de 2012, continuará por mais três anos, até 31 de dezembro de 2015.

Esse adiamento – uma  decisão tomada pelo Governo Brasileiro nas
últimas horas de dezembro de 2012 – pouco surpreendeu o país, pois quase não foi noticiado. Mas a Academia Brasileira de Letras lamentou o fato, já que frustrou seu projeto para desenvolver um amplo movimento para que o idioma passasse a ser adotado como língua de trabalho oficial na ONU.

Assim, estão válidos, até 31 de dezembro de 2015, os dois sistemas ortográficos – o  antigo e o novo .

A nova ortografia da língua portuguesa, regida pelo Acordo Ortográfico celebrado em 1990, está disponível no “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” (VOLP), publicado pela Academia Brasileira de Letras, em 5.ª edição, em 2009.

Além de impresso, a Academia disponibiliza esse Vocabulário em meio eletrônico, no site www.academia.org.br. Lá é só digitar a palavra, por inteiro, com espaço em branco no final, e acionar a barra de espaço do teclado.

DÚVIDAS DE ORTOGRAFIA

21 de junho de 2013

Para solucioná-las, é básico o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), publicado pela Academia Brasileira de Letras, em 5.ª edição, em 2009.

O VOLP não é um dicionário, pois não define o sentido dos de 381.000 verbetes (palavras de entrada), dos quais traz a grafia, a classe gramatical e outras informações.

Além de impresso, a Academia disponibiliza esse Vocabulário em meio eletrônico, em seu site (www.academia.org.br). Lá é só digitar a palavra, por inteiro, com espaço em branco no final, e acionar a barra de espaço do teclado.

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